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Relancamentos
A praga escarlate
Bruno Dorigatti · Rio de Janeiro (RJ) · 6/11/2008 14:47 · 119 votos
Jack London revê o fim dos tempos, a partir dos desdobramentos cruéis e até então inéditos da Primeira Guerra Mundial. A praga escarlate, escrito em 1916, concide com o período da vida de London que precedeu seu suicídio, e transborda sua aflição acerca do destino da humanidade mergulhada em seu mais sangrento e mortífero conflito até aquele momento.

Criando a história de uma praga súbita que dizima os seres humanos em minutos, London faz do auge da civilização industrial o terreno para um princípio de devastação. Em uma reflexão sobre as condições de vida na sociedade moderna, passando pela crítica sobre a cidade urbana, o livro é contado baseado na vivência de um sobrevivente da praga. Até o Brasil está na história.

Um antigo professor universitário narra para alguns rapazes sentados ao redor de uma fogueira histórias do passado e da praga escarlate. Ele refaz o trajeto da humanidade do auge da civilização ao caos da peste, passando pela organização de tribos de sobreviventes, e remontando todo seu trajeto para três crianças selvagens.

Para London, a destruição que se segue à praga deve ser bem-vinda e desprezada. Tal destruição faz com que as barreiras de classes desapareçam, mas também põe um fim à civilização. London parece apoiar a idéia de uma visão evolucionária da sociedade. E, de modo singular, as jovens personagens que ele criou são violentos uns com os outros e todos querem ser o chefe do clã. O livro é ilutrado por Gordon Grant.


Autoria


Jack London
www.lojaconrad.com.br/total/pragaescarlate/pragaescarlate_p1.asp

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