Encravado no demograficamente denso bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, no fundo da galeria Enseada, ao lado de uma loja especializada em
Heavy Metal e um salão de beleza, encontra-se um espaço dedicado exclusivamente a formação de leitores, escritores e profissionais do mercado editorial. O local é simples, mas ferve. Lá dentro, crianças correm com livros nas mãos e uma mulher não para de receber curiosos, realizar reuniões com parceiros e atender aos constantes telefonemas.
Suzana Vargas resolveu criar a
Estação das Letras há 14 anos, como uma área em que ela pudesse ministrar os próprios cursos direcionados à formação de leitores, campo de atuação onde já havia acumulado experiência com projetos como as Rodas de Leitura, realizadas nos centros culturais do Banco do Brasil no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, desde 1993.
O projeto cresceu para se tornar um ponto de encontro para os mais diversos tipos de amantes das letras. Velho ou jovem, gordo ou magro, o interesse é sempre dar vazão a algum anseio literário. "E tem muita gente a procura apenas de um diálogo mesmo", afirma Suzana. Hoje, a
Estação das Letras conseguiu se estabelecer como uma escola totalmente independente, onde são ministrados cursos e oficinas não só dedicados ao estímulo da leitura, como também ao preparo de escritores e à formação de profissionais para o mercado editorial.
"A percepção de que a leitura poderia se estender para além dos bancos escolares e brotar espontaneamente do seio da comunidade deu a meu trabalho na sala de aula uma nova perspectiva", escreveu Suzana na nota à sexta edição de seu livro
Leitura: uma aprendizagem de prazer, recém re-lançado pela José Olympio. "Quem lê fica até mais bonito", garante ela em
entrevista à TV Literal, onde conta tudo sobre as Rodas de Leitura, a origem da Estação e mais.
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